O Labirinto de David Bowie

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Aproveitando uma tarde preguiçosa de férias, resolvi cavar por algo diferente no Netflix e acabei me deparando com um filme, que fazia algum tempo queria assistir: Labyrinth(1986).

O filme narra a história de Sarah (Jennifer Connely), uma garota adolescente chata (redundante né?) que, como todo adolescente chato está descontente com sua vida apesar de ter tudo.

Fanática por fantasia e teatro, em uma noite chuvosa, após dar o clássico “pití” pois seu pai e madrasta a deixarem em casa, sendo babá do irmãzinho chorão, a garota recita um trecho do livro Labirinto:

Sarah_toby

Goblin King! Goblin King! Wherever you may be take this child of mine far away from me!

E puff! Eis que surge o cantor David Bowie (ao qual estou escutando no momento em que crio esse post) na figura de Jareth o Rei Goblin – Cabe aqui um comentário, de que na legenda a palavra goblin foi traduzida como Gnomo, e isso me irrita!

jareth the king

Acontece a mesma coisa em Senhor dos Anéis, onde os pobres Goblins são colocados no mesmo baláio dos Orcs … Tsc Tsc Tsc.

goblinsxgnomos

Viu? Não tem como confundir!

Voltando as vacas frias, o Jareth o Rei Goblin, pioneiro no estilo Visual Kei leva o pobre bebê chorão para seu castelo, e a partir de então, Sarah tem 13 horas (adorei os relógios de 13 horas com ponteiros em forma de espadas!) para resgatar o meio irmãozinho antes que ele seja transformado em um goblin catarrento para sempre.

Para chegar ao castelo, a garota deve se tornar a primeira Runner e atravessar um labirinto gigantesco, embarcar em uma aventura psicodélica e aprontar altas confusões, com uma turminha do barulho!

GK_Labyrinth

Com exceção de Sarah e Jareth, os únicos “humanos” todos os demais personagens da aventura são muppets fantásticos (ok, alguns de vocês também podem vir a considerar o pequeno bebê Toby como humano), que ajudam muito na imersão e assustam muito mais do que os monstros em 3D bizarro de hoje em dia.

Os bonecos são extremamente carismáticos apesar do seu ar monstruoso (aposto que a mãe do Toby teve de gastar toda a grana do cache dele com psicologos) são capazes de cativarem todos os públicos. A criatividade utilizada no seu design é incrível, não me recordo de ver monstrinhos repetidos, e todos parecem ter uma história para contar.

Ludo&Haggle

Entre meus favoritos estão, o anão Hoggle com seus olhos tristes e expressivos e as bruxinhas que são figuras velhas e parecem carregar centenas de objetos entulhados em suas costas.

Com uma história simples, posso dizer que algumas partes onde o filme flerta com um musical me incomodaram um pouco, mas a atmosfera do reino goblin e os efeitos práticos me agradam muito, tornando uma obra de arte gostosa de apreciar.

Recomendo.

Próxima parada, The Dark Cristal

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2 comentários sobre “O Labirinto de David Bowie

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