The Road so Far

Ramza_and_Agrias_protecting_Ovelia__bannerHello!

Faz um tempinho que não apareço por aqui, algumas coisas não tem sido muito fáceis de passar, e as vezes o vazio tira toda a vontade da gente, de fazer qualquer coisa!

Mas felizmente tenho sempre minha companheira pra me botar de volta nos trilhos!

Uma coisa bem legal, é que sinto que finalmente consegui me “achar” entre meus gostos, eu sempre fiquei pulando de coisa pra coisa, passava um tempo super “viciado” em algo, e depois desanimava, agora me sinto mais estável aproveitando bem cada uma das minhas paixões.

Nos últimos meses desde minha última postagem, minha run de Dark Souls está estagnada no maldito Kalameet. Um dragão negro muito chato, que estou a quase 2 fucking meses tentando matar. Hoje quase atirei o controle de xbox na parede hehehe.

kalameetEntre uma festinha de aniversário e outra, aproveitei para colocar minha primeira roover na lua de Kerbal. O plano é colocar uma roover no estilo da Curiosity em Duna (planeta do jogo Kerbal que seria equivalente à Marte). Após o primeiro teste bem sucedido em um corpo celeste próximo, enviei uma sonda para Duna com o propósito de identificar o melhor local para pouso do meu robozinho explorador.

ss_kerbal_rooverMas errei os cálculos, durante a janela de lançamento para transferência de órbita fiz um calculo errado, e a sonda acabou pegando mais velocidade do que o necessário, dei uma de Russo e passei direto pelo planeta vermelho. ossos do ofício!

Por falar em ofício, tenho dedicado minha 1:30 de viagem até o trabalho para rejogar Final Fantasy Tactics, um dos meus jogos favoritos da época do Playstation 1.

Agora que tenho um domínio melhor sobre o inglês me sinto muito mais tragado pela complexidade da história, uma trama intrincada, com manipulações dignas de personagens do George Martin. Que jogo perfeito!

JobsE pra fechar o post de hoje, finalmente estou jogando DCS World online!

Está sendo bem traumatizante e meu joystick não ajuda muito, mas está bem legal pilotar no módulo de simulação mais realista, onde o jogo não te passa nenhuma informação visual além daquelas obtidas por um piloto na vida real.

Tive de ler (devorar) um manual de mais de 100 páginas, e tentar decorar uma série de comandos para operar um radar, é extremamente difícil e frustrante, já que constantemente sou abatido sem nem mesmo ter visto de onde partiu o míssil, mas não vou desistir!

belo pousoHoje mais cedo, quando consegui meu primeiro “lock-on” (travar um inimigo no radar) fora do alcance visual foi muito satisfatório. Um russo a menos.

Fiquei pensando se ele (inimigo) também tomou um susto quando um míssil o acertou  do nada, Maverick ficaria orgulhoso.

Por enquanto é isso, voltamos em breve!

(ou não)

Estão mortos

Kerbal – To Mun or burst

Kerbal Me lembro bem de quando conheci Kerbal Space Program pela primeira vez.

Era 2011, havia acabado de mudar de emprego, e em meu novo cargo não tinha muito o que fazer, vadiando pela internet, acabei me deparando com uma das primeiras versões de KSP.

kerbal rocketA princípio havia pouquíssimas peças disponíceis para montar um foguete, mas mesmo assim passava horas tentando chegar cada vez mais alto, tentando imaginar o que aconteceria se chegasse ao espaço.

Minha paixão por aviação sempre me fez gostar de engenharia espacial, acho que é osmose.

Uma recordação frustrante, quando pequeno eu era doente por um KIT da Revell para montar uma space shuttle que vendia na primeira versão do que hoje é o shopping Metropole, Jumbo, acho que era esse o nome. Ocorre que quando meu pai finalmente teve recursos para me dar o famigerado ônibus espacial, ele já havia sido vendido.

shuttleOutra criança ganhou o direito de explorar os confins da imaginação com um belo KIT. Tudo bem, eu tinha caixas de sapato, guache e muito durex :D.

Voltando ao assunto, alguns anos depois de ter descoberto Kerbal, fiquei sabendo que em suas verões mais atualizadas já havia sido implementadas centenas de peças, e um proto-sistema solar complexo e pronto para ser explorado.

Perdi muitos kerbins (nome dos simpáticos avatares do jogo), e com ele muito da minha inocência sobre as leis da física. Aprendi que no espaço não temos cima nem baixo, e que na verdade estamos sempre caindo, mas o sol nos puxa de volta.

Fiquei chocado ao perceber que, a despeito do que os filmes contam, não basta mirar para um corpo celeste e acelerar, porque provavelmente quando chegar ao local indicado, o seu destino já se afastou alguns bilhões de quilômetros!

Agora com sua versão 1.0 a pequena Valentina Kerbin me ensinou mais uma dura lição, reentradas na atmosfera com velocidades absurdas podem ser trágicas, e não há escudos térmicos que nos poupem das intempéries do universo.

reentry

Gravity your heartless bitch.

 

 

Uma fogueira para chamar de minha – Parte II

Dark Souls Banner - geek EremitaDando continuidade a história que comecei aqui, neste post irei falar de mais uma aventura em Dark Soul’s.

Agora mais experiente, não tive muita dificuldade de vencer Undead Burg e alcançar meu até então nêmesis, Taurus Demon.

Desta vez a experiência estava ao meu lado, certo, o youtube também ajudou, e assim consegui minha primeira arma rara, a famigerada Drake Sword. Diferente de outros jogos, onde armas fortes são imprescindíveis para o progresso, na série soul’s grande parte do que torna seu avatar forte é a capacidade do jogador, sua experiência em antever ataques, saber quando bloquear ou esquivar ou mesmo a hora certa de usar um item de cura. Drake Sword - geek EremitaAs armas acabam se diferenciando sobretudo em suas animações de combate, e eu não gostei nem um pouco da Drake. Por isso acabei continuando com minha velha e enferrujada Long Sword, só voltando a utilizar a espada dracônica em mestres, ou mobs muito difíceis.

Logo consegui tocar o primeiro sino pela primeira vez, agora era hora de enfrentar o primeiro grande desafio do jogo: Capra Demon.Elite Knight x Capra Demon - geek EremitaDark Soul’s gosta de desafiar você, como o Capitão nascimento, ele da tapas na sua cara, te chama de moleque, te faz querer largar tudo e voltar para sua fazendinha feliz no Minecraft.

Imagine entrar em uma sala apertada, da qual você não pode sair e para ficar mais legal, dois cães do inferno e um demônio de 3 metros utilizando um facão igualmente grande querem arrancar seu couro.

Não foi fácil. Fan Art Capra Demon - geek EremitaComo dito no excelente podcast Jogabilidade, Capra Demon é o primeiro grande teste de habilidade para todos jogadores da série, um pequeno vislumbre do que está por vir.

Sendo redundante, posso afirmar que apesar de todo desafio que o jogo lhe proporciona, do terror psicológico, que te faz constantemente querer desistir, para aqueles que persistem, a recompensa é a satisfação pessoal, satisfação que nenhum outro jogo jamais me causou ao transpor uma dificuldade, e olha que eu passei a fase do balão no mundo especial de Super Mario World.Dark Soul's -geek EremitaE na próxima parada, mergulharemos fundo nos esgotos aterrorizantes de Depths.

Final Fantasy para vida toda – Parte 1 – Four Warriors of Light

final fantasy 1 - geek EremitaDesde que descobri o mundo dos RPG’s eletrônicos passei a sentir que tinha um lar.

Lembro-me de quando pude jogar Chrono Trigger e Mario RPG, confesso que no princípio mal entendia o que estava escrito nos menus, e tudo que fazia era pular as falas desesperadamente, aguardando pela próxima dungeon, louco para ver os novos monstros e desafios que me aguardavam.

Mais velho, nos primeiros anos da década passada, através dos emuladores pude ter uma verdadeira overdose de histórias fantásticas. Nunca me esquecerei, quando em Breath of Fire, lutei contra um poderoso mago dentro de uma imensa estátua.

Fiquei encantando ao saber que após derrotar o mago, recebi um item mágico, uma chave que me permitia controlar o gigantesco golem de pedra e ao fazê-lo andar, tirando-o de seu assentamento, consegui desbloquear um antigo rio fazendo com que voltasse a circular. Mais tarde descobri que este feito havia salvado duas cidades, que por estarem mais a baixo da correnteza, estavam sofrendo com a falta d’gua.golem Breath of Fire - geek EremitaMomentos como esse me marcaram tanto, que assim que descobri uma ferramenta chamada RPG MAKER 2000, fiquei apaixonado pela possibilidade de criar minhas próprias histórias. Lembro-me das divertidas conversas com meus amigos Cestari e Silas, tramando nossas próprias histórias, que infelizmente, nunca passaram de pequenos fragmentos e projetos inacabados.rpgmaker 2000 logo - geek EremitaAo longo destes anos, nunca desisti completamente da ideia de criar meu próprio jogo, e apesar do cotidiano engolir cada vez mais meus sonhos, esse ainda se mantém forte.

Um grande companheiro nessa batalha, são os jogos, ou diria, os universos criados pela Square Enix e seu expoente máximo – a saga Final Fantasy.Final Fantasy 1 logo - geek EremitaSeus chocobos, white mages, black mages e espadas gigantes moldaram (e ainda moldam) meu caráter fantástico.

Foi pensando nisso, que durante uma conversa com meu amigo Khaio, surgiu o desafio:

Jogar todos os jogos cronológicos da série Final Fantasy.

Eis que comecei o primeiro de todos, em sua versão remasterizada para Game Boy Advance, montei minha equipe escolhendo três magos (vermelho, preto e branco) e um guerreiro. Derrotamos o terrível espadachim Garland, que havia sequestrado a filha do rei, ajudamos uma velha bruxa e despertamos o príncipe dos elfos que havia sido posto em sono encantado.

Todas estas histórias são extremamente clichés, mas são ótimas, porque demonstram a essência deste tipo de conto, uma pureza e inocência, que aprecio muito e que vem estando em baixa, com a popularização dos heróis cinzas, amargurados e de moral dúbia.

Que venha o próximo da série!

E você, também viveu uma grande história?

Metal Warrior – Um robozinho para chamar de meu

MetalWarrios-geek Eremita

Super Nintendo é um console genial, reduzi-lo a um reles tocador de Mario é desperdiçar seu potencial  de grandes aventuras.

Entre elas, uma que me cativou foi Metal Warriors.

Como todo jogo da década de noventa, procurando entre as prateleiras de metal, com braços moveis, recheadas de cartuchos e fazendo um delicioso “tec” conforme folheava entre os jogos. Como sempre fui apaixonado por robôs gigantes, foi paixão a primeira vista.

metalwarrior2 - geek Eremita

Com fortes inspirações em animes de Mecha, MW traz um gameplay bem inovador (para época). Lembro me o quanto fiquei maluco quando descobri que poderia descer do robô e explorar outras partes do mapa, aquela sensação de que um novo mundo se abrindo era sensacional.

Falando em exploração, esse é outro ponto bem legal do jogo. Há uma forte inspiração nos games da série Metroid, entretanto em Metal Warriors não existe um “mapão” gigante, como quase todos jogos da época, é dividido em fases, ou capítulos, que além de contar uma história, permitem que o jogo possua ambientes bem diferenciados sem explicar muito o motivo.

geekEremita Metal Warriors

Entretanto, quando estamos falando de combate, Metal Warriors se distância de Samus, pois aqui temos elementos de combate frenéticos saídos diretamente da franquia Contra.

Voltando a questão das fases, essa mecânica de fases vem muito a calhar, agora que jogo em emuladores, posso me dedicar a uma fase por noite, e não me sinto tão perdido, caso fique muito tempo sem voltar ao jogo.

Tenho algumas aspirações no mundo do desenvolvimento de games, e com certeza Metal Warriors me influência muito, sobretudo, em como misturar elementos de jogabilidade, criando uma experiência bem orgânica.

Se você curte jogos retro, exploração de ambientes cheios de segredo, com certeza Metal Warriors é uma boa pedida.

 

 

 

Helldivers – Um mergulho no paraiso

HelldiversAcho que todo mundo que vivenciou a internet do começo dos anos 2000 esteve em contato com joguinhos feitos em Flash.

Antes dos aplicativos e bejeweled’s da vida, sites como Crazy Monkey e New Grounds eram paradas obrigatórias, quando se buscava jogos rápidos e leves (lembrando meninos e meninas, que naquela época um game de 100 megas demoraria horas para baixar).

Dentre os milhares de joguinhos, um deles se destacou e entrou para minha lista de favoritos da vida. “Boxhead The Rooms” – Extremamente viciante, mas o que tornava o simples joguinho de matar hordas de zumbis divertido era a possibilidade de jogar em dupla, você e um amigo, derrotando inimigos estúpidos e infinitos, a fórmula perfeita para a diversão. E  claro tinha o fogo amigo.

Helldivers tem em sua essência o trabalho em equipe, e todo o caos que um multiplayer pode proporcionar.

1ddc8e0a15b1922ae422010ad612926aAtire despretensiosamente e seu companheiro morre. Lance granadas a esmo, ele morre. Manobre seu veículo de combate deliberadamente, ele morre. Não olhe onde seu Mech pisa e advinha, é, seu amigo morre.

Essa mecânica absurda somada a uma dificuldade crescente e nada piedosa, Helldivers me cativou imediatamente, fazendo com que eu acorde todos os dias desejando em minha conta, saldo suficiente para comprar o tão sonhado Playstation 4, tem o Bloodborne também, mas esse fica para outro post.ps4_helldivers_liberateOutro fato que achei apaixonante é a ambientação, com claras referencias ao clássico filme “Tropas Estelares” e um sarcasmo desvairado, somos presenteados com frases do tipo “Say Hello to Democracy” e “Freedom Delivered”, todas ditas aos berros enquanto seu avatar fuzila alguns dos inimigos da Terra.

Resumindo, a Arrowhead (criadora do excelente Magicka), misturou, o que na minha opinião é a ambientação perfeita, equilibrando com desafios crescentes e humor sarcástico de primeira. Talvez, a falta de “chefes” e um sistema de loot como em Diablo, sejam os únicos pontos fraco de helldivers.

Mas esse jogo me ganhou de tal forma, que merece uma tatuagem.

 

 

 

Saint Seiya Legend of Sanctuary – Quero esses boneco tudo

saint_seiya_legend_of_sanctuary_gold_wallpaper_by_saintaldebaran-d7eakz0Há! Pensou que eu só escrevia sobre video game né?

Uma das vantagens de abdicar de blogs especializados (como meus antigos de RPG,Gundam e Aviação), é que aqui no Eremita eu escrevo sobre o que me der na telha muhawaha!

Esse feriado prolongado resolvi desentupir minha cabeça, estava chafurdando em planilhas e cronogramas (maldito tripalium), após uma overdose de Demolidor, acabei me deparando com esse filme novo dos Cavaleiros dos Zodíaco.

Meu veredito? ADOREI!saint seiya01Não sou muito chiita (não digite isso no google imagens) quando o assunto é Caveleiros, como 97,23% dos garotos nascidos entre 1985-89, mergulhei de cabeça nessa febre, tive trocentos bonequinhos (quase todos possuíam sotaque hispânico), sei a letra de todas aberturas de cabeça (em português e japonês), e como uma encoxada bem dada pode: salvar seus amigos e aniquilar seus inimigos.

Em um breve retrospecto, gostei muito da Saga G que aliás, julgo ser melhor que a obra original. Lost Canvas foi a melhor coisa já produzida pela franquia, perdendo somente para os bonequinhos que valem mais do que barras de ouro.

Voltando á Lenda do Santuário, a primeira coisa que tenho a dizer é que o visual das armaduras,  ficou incrível! Sério, agora elas realmente parecem armaduras funcionais, misturando conceitos medievais, futuristas e greco-romanos, dando uma personalidade legal até para os minions toscos que morrem com um soco. seiya 01A personalidade dos protagonistas, assim como suas vestimentas, sofreram uma bela repaginada, apesar que achei um tanto genéricas, se mantendo fiéis aos estereótipos de outras obras nipônicas.

O santuário agora é explicitamente um local mágico, uma outra dimensão digna dos bons tempos de Final Fantasy. Santuario_Legend_of_SanctuaryPor falar em RPG’s japoneses, a batalha final é digna da megalomania dos roteiristas da saudosa Square Enix, com monstros abstratos e colossais, cheios de transformações, suprassumo da “massaveísse”.

Por fim, não há como escrever um review desta pérola da animação sem mencionar a sensacional batalha na casa de Cancer, faz valer cada centavo dos 17 reais que pago no Netflix.

Diversão garantida.

PS.: Quero todos, todos, todos esses bonecos.