Freetalk – Programando minha vida

Coding

No post de hoje, quero começar um post (ou uma série) sobre nada em especial, tipo aquelas conversas que pessoas (como meu pai) puxam do nada, quando estão em uma fila, ou sentado no banco de um ônibus.

Eu começo dizendo que odeio “freetalkers”, acho meio invasivo, mas agora eu consigo entender (apesar de não apreciar) esse desejo de compartilhar com estranhos, nossas experiências e opiniões.

Passado esse preâmbulo cheio de panos quentes, gostaria de começar o freetalk de hoje me apresentando:

Me chamo Renato, o “apelido” Shinsei vem da época em que fazia curso de Japones, e minha sensei sugeriu que eu adotasse um nome japonês. Shinsei escreve-se  新生 o primeiro Kanji “Shin” significa “novo” e o segundo “Sei” é “vida“, sacou? Nova vida, busquei algo aproximado ao significado de Renato em latim, pouco original né?

Curiosidades, existe um banco e uma empresa de cosméticos chamados Shinsei, mas a descoberta do nome foi puro acaso pesquisando palavras parecidas com renascido num dicionário da língua japonesa.

Quando tinha 17-18 anos estava naquela fase onde não sabia o que fazer, na verdade, sabia de uma porção de coisas que não queria fazer!

Havia feito um curso de mecânica no Senai aos 15 anos, e minha passagem relâmpago pelo mercado de trabalho nessa área serviu para gravar a ferro e fogo que não servia pra isso. Mas pera ai Renato, você gosta de computadores né? Por que não segue nessa área?

Foi assim que aos 18 comecei um curso de Ciência da Computação, a universidade era muito boa, aquelas salas com centenas de carteiras, uma biblioteca do tamanho da escola publica onde fiz o ensino médio, academia de ginástica, piscinas e uma infra estrutura sem igual.

Sem igual também eram as mensalidades do curso, havia começado a usar a poupança que meu avô havia feito pra mim, mas rapidamente percebi que não ia conseguir continuar o curso, mesmo com um estágio, ou emprego de salário mínimo, não ia rolar.

Depois de ter deixado o curso de lado, enfrentei uma fase bem BAD, passei mais de 2 anos largado, um verdadeiro vagabundo, foram anos depressivos, que hoje me pego muitas vezes pensando, se eu soubesse onde queria chegar naquela época, hoje poderia estar bem melhor, é, meu cérebro às vezes gosta de me torturar com “Se’s”, mas quem não passa por isso né ?

Hoje eu sei que apesar dos pesares, essa fase teve seus frutos, inclusive o final desse período foi marcado por duas coisas que foram e são muito importantes para mim, conhecer a Dai e entrar na faculdade pública.

Graças a Fatec São Bernardo consegui entrar na área de informática, que como tudo na vida, mostrou seus altos e baixos.

Trabalhei muitos anos como consultor de ERP, apesar de não ser exatamente a área que tinha em mente quando escolhi trabalhar com tecnologia, atuar nesse segmento me trouxe coisas boas. Sempre me considerei introvertido, e a consultoria me forçou a estimular bastante minhas parcas capacidades comunicativas.

Hoje eu finalmente posso dizer que estou nos trilhos, trabalhando com desenvolvimento de software, consegui entender que toda a bagagem que adquiri ao longo destes anos, e a noção de que, mesmo que no momento não esteja fazendo exatamente o que gosto, finalmente estou programando minha vida.

 

Filme – A Lenda (1985) – Não pensa no Diabo que ele aparece!

A Lenda (1985)Hoje vou escrever sobre o filme – A Lenda (1985) – Não pensa no diabo que ele aparece!

Hum, acho que esse deve ser o útimo post de filmes aqui no blog, pelo menos por um tempo, então resovli escolher mais um filme velho, que me traumatizou marcou bastante nos tempos de Sessão da tarde (na minha cabeça já está tocando vinheta).

Zapeando pelo Netflix me deparei com ele no catálogo, e numa bela, nublada e preguiçosa tarde de sábado (elas foram feitas para isso né?) Resolvi rever o filme, cujas parcas lembranças que tinha, era do Demônio chifrudo, e minha vó, aumentando o trauma dizendo que ele era real, as patas de bode confirmavam, afinal, um ator não pode ter cascos no lugar de pés não é mesmo?

O filme é relativamente curto, tem o plot mais batido do mundo (o que para mim não é problema): princesa encantada Lili vive vagando e cantando pelo reino, é amada por todos e tem uma paixonite pelo garoto selvagem Jack. Enquanto isso, Senhor do Escuro Lord of Darkness, o mal encarnado, que habita um carvalho gigante que mais parece um castelo assombrado, troca uma ideia com seu pai (?), e nos  revela que está bem revoltado, já que todo dia o sol nasce, e ele não pode brincar na rua de dia.

GeekEremita_Legend

Olha essa mão boba ai Princesa!

Como todo bom empresário, o Dark lord todo poderoso, envia um punhado de Goblins fracassados para obter os artefatos mais poderosos do universo, capazes de prender o mundo em uma escuridão perpetua: Chifres de Unicórnio.

Geek_Eremita A Lenda Goblin

Coincidências a parte, nesse exato momento, Jack havia levado Lili para ver os cavalos chifrudos acasalarar dançar e brincar em meio a floresta encantada. A garota mimada, claro, não podia ficar apenas olhando, e resolveu encantar o unicórnio macho com sua magia de princesa. Bestificado pela beleza oitentista de Lili, o chifrudinho não percebe o bando de goblins a espreita, e é ferido com uma flecha envenenada.

geek eremita legend

Típica tatuagem de tiozão

Com a morte de um dos unicórnios, o mundo é jogado em trevas, ficando coberto por neve, matando todos congelados, com a princesa e a última unicórnio capturada pelo pé de bode, cabe ao Jack, unir-se aos Duendes, Elfos, Fadas e Anões da floresta, para encarar os seres mais malvados do mundo e salvar sua amada.

Minhas observações finais sobre o filme recaem principalmente sobre a maquiagem, que é realmente muuuito boa,o filme parece ter tido um baixo orçamento, já que são apresentadas poucas criaturas de cada tipo, mas os três goblins são realmente assustadores, a bruxa do pantano deixaria o eremitinha de cinco anos, uma semana sem dormir, e o que falar do capetão? Sua figura é de certa imponência até hoje.

geek eremita bruxa a lenda

Por usar e abusar de efeitos práticos, a estética do filme não ficou tão datada, e sua história é contada e desenvolvida muito mais atravez imagens do que linhas de diálogo, fazendo tudo parecer um clipe maluco de música antiga.

geek eremita darkness

Meu veredito? É um filme divertido, as vezes tem seu desenvolvimento um pouco mais arrastado se comparado aos filmes atuais, as isso não chega a ser um demérito, o filme continua perfeito em seu propósito: traumatizar crianças.

P.S: minhas reclamações continuam, parece que o pessoal da legenda ainda não entendeu a diferença entre goblins e duendes.

Filme – Águia de Aço – Eita infância boa!

aguia de aço

Na data de publicação deste post tenho 29 aninhos. Desde que me conheço por gente, boa parte dessas quase três decadas, fui um completo maluco por aviões militares.

Um dos meus passatempos favoritos era construir caças utilizando embalagens de produtos, tipo, rápidamente descobri que as caixas de pasta de dente davam excelentes fuselagens, os comandos em ação cabiam perfeitamente em meus veículos recicláveis.

Entre meus influênciadores no apreço pelas máquinas voadoras estão os livros de história, memórias de vidas passadas e filmes da Sessão da Tarde / Cinema em Casa.

Sábado passado resolvi cometer aquele velho crime de assistir filmes que amava durante a infância, por acaso do destino, dei o play em Águia de Aço.

A história, um super clichê oitentista, Doug Masters é um garoto filho de piloto militar, revoltado e incompreendido, Doug não é aceito na academia da força aerea, e resolve descontar suas frustrações em terríveis rachas entre teco-tecos e motos.

F-16Afterburner

Um belo dia, o garoto revoltado descobre que seu velho foi abatido enquanto levava a democracia para algum estado islâmico fictício, capturado, Ted Masters será condenado a morte em três dias, e o tio Sam não parece muito animado em resgatá-lo.

Desesperado, Doug reúne as melhores mentes pensantes de sua gangue de pilotos de aeroclub mirim e arquiteta um plano fantástico, que consiste em roubar informações sigilosas e um caça armado e abastecido de uma instalação militar.

Contando com a ajuda do super anjo da guarda, o coronel reformado “Chappy”, Doug consegue não apenas um, mas dois caças F-16 armados, além de algumas aulinhas de tiro.

ChappynDoug

Apesar de toda trama biruta, que para um garotinho de 8 anos parecia incrivelmente plausível, o filme conta com cenas legais pra quem curte o tema. A trilha sonora certamente foi uma surpresa, tendo clássicos oitentistas, e uma das obras primas do Queen “One Vision”.

Quem não gostaria de explodir inimigos da liberdade usando a arma mais letal (dos anos 80) enquanto escuta clássicos do rock em seu super walkman gigante de coxa?

No final, a nostalgia superou o tempo e ainda consegui me divertir bastante (mesmo que seja rindo pelos motivos errados), e recomendo muito esse tipo de expêriencia, pegue um fim de semana preguiçoso e tire o dia para rever algum dos seus filmes favoritos da infância.

O mundo precisa de mais Iron Eagles e menos cidades de papel.

Como sou nerd tetudo, não consigo me segurar, nem vou chilicar (muito) mas os terriveis MIG-23 (caças russos) que abatem o F-16 do pai de Doug, e se tornam os algozes do protagonista são “interpretados” por Mirrage 2000 (caças franceses, que inclusive o Brasil já usou), pronto, parei.

Falcon

Eu ia falar que ele tem misseis e bombas infinitas, ou que a viagem de translado utilizada como pretexto para pegar “emprestado”os caças nunca é feita com o avião carregado de armas e bombas.

Tá, parei.

E pra encerrar, mais música oitentista.

🙂

Fly Safe!

J7W- A navinha maneira que voa em nossa imaginação

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Andei jogando bastante simuladores de aviões modernos, e como estou levando a coisa a sério, peguei alguns livros de teoria de voo e combate aéreo (Dogfight) para estudar.

Voar com caças modernos é muito diferente dos antigos, são tantos botões, que as vezes, sem um joystick supimpa é preciso ter uns 2 teclados, de tantos comandos diferentes.

Resolvi iniciar meu treinamento pelo básico, de volta a um dos meus jogos favoritos: “IL2-Sturmovik” peguei uma “navinha” pouco ortodoxa, o lendário J7W Kyushu Shinden!

Esse warbird nunca chegou a voar efetivamente na WWII, mas protótipos foram capturados pelos Americanos, e o resto veio do imaginário popular.

O J7W é bem ruinzinho nas curvas, mas acelera como um trovão, instável como um cão espumando, pilota-lo foi um grande desafio.

No final, produzi meu primeiro vídeo (iei!), o game play não ficou dos melhores, mas serviu bem ao propósito!

Tcheers!

 

O Labirinto de David Bowie

banner - Labirinto

Aproveitando uma tarde preguiçosa de férias, resolvi cavar por algo diferente no Netflix e acabei me deparando com um filme, que fazia algum tempo queria assistir: Labyrinth(1986).

O filme narra a história de Sarah (Jennifer Connely), uma garota adolescente chata (redundante né?) que, como todo adolescente chato está descontente com sua vida apesar de ter tudo.

Fanática por fantasia e teatro, em uma noite chuvosa, após dar o clássico “pití” pois seu pai e madrasta a deixarem em casa, sendo babá do irmãzinho chorão, a garota recita um trecho do livro Labirinto:

Sarah_toby

Goblin King! Goblin King! Wherever you may be take this child of mine far away from me!

E puff! Eis que surge o cantor David Bowie (ao qual estou escutando no momento em que crio esse post) na figura de Jareth o Rei Goblin – Cabe aqui um comentário, de que na legenda a palavra goblin foi traduzida como Gnomo, e isso me irrita!

jareth the king

Acontece a mesma coisa em Senhor dos Anéis, onde os pobres Goblins são colocados no mesmo baláio dos Orcs … Tsc Tsc Tsc.

goblinsxgnomos

Viu? Não tem como confundir!

Voltando as vacas frias, o Jareth o Rei Goblin, pioneiro no estilo Visual Kei leva o pobre bebê chorão para seu castelo, e a partir de então, Sarah tem 13 horas (adorei os relógios de 13 horas com ponteiros em forma de espadas!) para resgatar o meio irmãozinho antes que ele seja transformado em um goblin catarrento para sempre.

Para chegar ao castelo, a garota deve se tornar a primeira Runner e atravessar um labirinto gigantesco, embarcar em uma aventura psicodélica e aprontar altas confusões, com uma turminha do barulho!

GK_Labyrinth

Com exceção de Sarah e Jareth, os únicos “humanos” todos os demais personagens da aventura são muppets fantásticos (ok, alguns de vocês também podem vir a considerar o pequeno bebê Toby como humano), que ajudam muito na imersão e assustam muito mais do que os monstros em 3D bizarro de hoje em dia.

Os bonecos são extremamente carismáticos apesar do seu ar monstruoso (aposto que a mãe do Toby teve de gastar toda a grana do cache dele com psicologos) são capazes de cativarem todos os públicos. A criatividade utilizada no seu design é incrível, não me recordo de ver monstrinhos repetidos, e todos parecem ter uma história para contar.

Ludo&Haggle

Entre meus favoritos estão, o anão Hoggle com seus olhos tristes e expressivos e as bruxinhas que são figuras velhas e parecem carregar centenas de objetos entulhados em suas costas.

Com uma história simples, posso dizer que algumas partes onde o filme flerta com um musical me incomodaram um pouco, mas a atmosfera do reino goblin e os efeitos práticos me agradam muito, tornando uma obra de arte gostosa de apreciar.

Recomendo.

Próxima parada, The Dark Cristal

The Road so Far

Ramza_and_Agrias_protecting_Ovelia__bannerHello!

Faz um tempinho que não apareço por aqui, algumas coisas não tem sido muito fáceis de passar, e as vezes o vazio tira toda a vontade da gente, de fazer qualquer coisa!

Mas felizmente tenho sempre minha companheira pra me botar de volta nos trilhos!

Uma coisa bem legal, é que sinto que finalmente consegui me “achar” entre meus gostos, eu sempre fiquei pulando de coisa pra coisa, passava um tempo super “viciado” em algo, e depois desanimava, agora me sinto mais estável aproveitando bem cada uma das minhas paixões.

Nos últimos meses desde minha última postagem, minha run de Dark Souls está estagnada no maldito Kalameet. Um dragão negro muito chato, que estou a quase 2 fucking meses tentando matar. Hoje quase atirei o controle de xbox na parede hehehe.

kalameetEntre uma festinha de aniversário e outra, aproveitei para colocar minha primeira roover na lua de Kerbal. O plano é colocar uma roover no estilo da Curiosity em Duna (planeta do jogo Kerbal que seria equivalente à Marte). Após o primeiro teste bem sucedido em um corpo celeste próximo, enviei uma sonda para Duna com o propósito de identificar o melhor local para pouso do meu robozinho explorador.

ss_kerbal_rooverMas errei os cálculos, durante a janela de lançamento para transferência de órbita fiz um calculo errado, e a sonda acabou pegando mais velocidade do que o necessário, dei uma de Russo e passei direto pelo planeta vermelho. ossos do ofício!

Por falar em ofício, tenho dedicado minha 1:30 de viagem até o trabalho para rejogar Final Fantasy Tactics, um dos meus jogos favoritos da época do Playstation 1.

Agora que tenho um domínio melhor sobre o inglês me sinto muito mais tragado pela complexidade da história, uma trama intrincada, com manipulações dignas de personagens do George Martin. Que jogo perfeito!

JobsE pra fechar o post de hoje, finalmente estou jogando DCS World online!

Está sendo bem traumatizante e meu joystick não ajuda muito, mas está bem legal pilotar no módulo de simulação mais realista, onde o jogo não te passa nenhuma informação visual além daquelas obtidas por um piloto na vida real.

Tive de ler (devorar) um manual de mais de 100 páginas, e tentar decorar uma série de comandos para operar um radar, é extremamente difícil e frustrante, já que constantemente sou abatido sem nem mesmo ter visto de onde partiu o míssil, mas não vou desistir!

belo pousoHoje mais cedo, quando consegui meu primeiro “lock-on” (travar um inimigo no radar) fora do alcance visual foi muito satisfatório. Um russo a menos.

Fiquei pensando se ele (inimigo) também tomou um susto quando um míssil o acertou  do nada, Maverick ficaria orgulhoso.

Por enquanto é isso, voltamos em breve!

(ou não)

Estão mortos

Kerbal – To Mun or burst

Kerbal Me lembro bem de quando conheci Kerbal Space Program pela primeira vez.

Era 2011, havia acabado de mudar de emprego, e em meu novo cargo não tinha muito o que fazer, vadiando pela internet, acabei me deparando com uma das primeiras versões de KSP.

kerbal rocketA princípio havia pouquíssimas peças disponíceis para montar um foguete, mas mesmo assim passava horas tentando chegar cada vez mais alto, tentando imaginar o que aconteceria se chegasse ao espaço.

Minha paixão por aviação sempre me fez gostar de engenharia espacial, acho que é osmose.

Uma recordação frustrante, quando pequeno eu era doente por um KIT da Revell para montar uma space shuttle que vendia na primeira versão do que hoje é o shopping Metropole, Jumbo, acho que era esse o nome. Ocorre que quando meu pai finalmente teve recursos para me dar o famigerado ônibus espacial, ele já havia sido vendido.

shuttleOutra criança ganhou o direito de explorar os confins da imaginação com um belo KIT. Tudo bem, eu tinha caixas de sapato, guache e muito durex😀.

Voltando ao assunto, alguns anos depois de ter descoberto Kerbal, fiquei sabendo que em suas verões mais atualizadas já havia sido implementadas centenas de peças, e um proto-sistema solar complexo e pronto para ser explorado.

Perdi muitos kerbins (nome dos simpáticos avatares do jogo), e com ele muito da minha inocência sobre as leis da física. Aprendi que no espaço não temos cima nem baixo, e que na verdade estamos sempre caindo, mas o sol nos puxa de volta.

Fiquei chocado ao perceber que, a despeito do que os filmes contam, não basta mirar para um corpo celeste e acelerar, porque provavelmente quando chegar ao local indicado, o seu destino já se afastou alguns bilhões de quilômetros!

Agora com sua versão 1.0 a pequena Valentina Kerbin me ensinou mais uma dura lição, reentradas na atmosfera com velocidades absurdas podem ser trágicas, e não há escudos térmicos que nos poupem das intempéries do universo.

reentry

Gravity your heartless bitch.